terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sim.

Eu disse Sim, eu aceito, como se de um pedido de casamento se tratasse. E era-o de facto. E casar-me contigo era casar-me com as tuas palavras, com tudo o que tinhas para dizer e que eu acreditava que não fosse pouco. Fossem elas simples ou complexas, eu queria aceitá-las e nem sempre compreendê-las. Queria dar-te uma resposta com direito a um troco que fosse na tua moeda, na que me davas: sei lá, tu podias dar-me euros e eu responder-te em libras ou em dólares. Falar dialectos diferentes sempre tornou as pessoas seres estranhos quando se olham tão fundo de frente; não que eu quisesse diluir todos os dialectos no mesmo recipiente e os tornasse um, não. Apenas queria que nos entendêssemos, mesmo quando em silêncio. A isto se pode chamar a cumplicidade. Se calhar, é por ela que chamo, é dela que procuro há tanto tempo quando não sei o que encontrar se não encontro nada.
Chamarão a isto um romance? Eu chamo-lhe amor, o que não implica necessariamente um romance como pano de fundo. Chamo-lhe amor, porque nem sei o que é o amor, mas sei que é o que guardo por ti. Mesmo se isto não é a coisa mais intensa que já senti em toda a minha vida, porque na realidade nem sei que coisas mais intensas já senti. Perderam-se muitas delas.
E Sim, eu aceito.

1 comentário:

  1. Deixemos a partir de hoje as conversas introdutórias de lado e façamos uso deste espaço num tom casual e relaxado. Enfim, 'à vontade'.

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